Melhores Dicas de Escrita de Grandes Autores - Parte 1

domingo, julho 12, 2015


Olá, pessoal.
Mais um post hoje com dicas para escrever, mas vamos aprender com quem sabe. Fazendo umas boas pesquisas, descobri vários links legais reunindo as melhores dicas de grandes autores mundiais e resolvi pegar as melhores das melhores e reunir todas aqui.
Vale a pena lembrar que, propositadamente, deixei de fora algumas que já mencionei indiretamente aqui em outros posts ou ainda pretendo abordar e segui minhas preferências ou as dicas que me ajudaram mais.
Também não está no formato de top 5, só numerei mesmo já que todas são muito top. Agora vamos aos manjadores das putarias da escrita.


1) Aceite críticas:
Em uma carta ao seu editor, Tolkien mencionou alguns comentários que C. S. Lewis fez sobre “O Senhor dos Aneis”. Nas palavras do próprio: “Quando ele dizia, ‘Você pode fazer melhor do que isso. Melhor, Tolkien, por favor!’, eu tentava fazer. Eu sentava e escrevia a seção repetidas vezes. Isso aconteceu com a cena que acho que é a melhor do livro, o confronto entre Gandalf e seu mago rival, Saruman, na cidade destruída de Isengard”.
Então chega de espalhar que críticos são necessariamente haters, frustrados ou invejosos. Se até o Tolkien aceitava críticas de boas, quem somos nós, pobres mortais, pra fazer mimimi?


2) Leia bastante:
Parece óbvio, mas ainda vejo pessoas internet a fora que mal pegam um conto curto e querem ser os próximos pica das galáxias quando o assunto é escrever. Sobre isso, temos opiniões de peso. G. R. R. Martin (juro que o “opinião de peso” e o Martin na mesma parte não foi piadoca de mal gosto rs) já nos diz “eu acho que, a coisa mais importante para qualquer aspirante a escritor, é ler. (...) Você precisa ler de tudo. Leia a história, ficção histórica, biografias, leia novelas de mistério, fantasia, ficção cientifica, horror, os sucessos, literatura clássica, erótica, aventura, sátira. Cada escritor vai ter algo para ensinar a você, seja bom ou ruim. (E sim, você pode aprender com livros ruins também – o que não fazer)”.
Ray Bradbury também recomenda que os autores leiam bastante para melhorar seu lado intelectual, desde histórias curtas e poemas a textos de política, biologia, filosofia, entre outros. O mais interessante é que ele recomenda que se faça isso antes de dormir: “no final de mil noites, você estará cheio de material”.
Por último, temos Stephen King e seu conselho curto e grosso: “se você não tem tempo para ler, você não tem tempo ou as ferramentas [necessárias] para escrever”.


3) Escreva:
De nada adianta querer ser escritor sem escrever porra nenhuma (preciso tatuar isso, pra ver se aprendo). O Martin aconselha escrever todos os dias, ainda que uma ou duas páginas, pois é apenas praticando que você pode melhorar sua forma de escrever.
Mas escritores de fanfics, atenção: “Mas não escreva no meu universo, no de Tolkien, no universo Marvel, de Star Trek ou em qualquer outro que você pegue emprestado. Cada escritor precisa aprender a criar seus próprios personagens, mundos e configurações. Usar o mundo de outro é o método preguiçoso. Se você não exercitar esses “músculos literários”, você nunca vai desenvolvê-los”.
Claro que se você não quer ser um escritor profissional um dia, pode ficar feliz escrevendo somente suas fanfics. Apenas lembre-se de outra importante dica do Stephen King e elimine qualquer coisa que possa distrair você da atividade de escrever, como telefone/celular, TV ou videogame.


4) Descanse:
Como toda atividade, física ou intelectual, escrever também cansa e para não desistir, você precisa descansar. Refrescar a mente com outras atividades, seja leitura, exercícios físicos, ou atividades domésticas é sempre uma boa pedida. O autor Chuck Palahniuk recomenda: “Alternar entre o trabalho cerebral de escrever com o trabalho não-pensante da máquina de lavar roupas ou pratos te dará os intervalos que você precisa para que novas ideias e epifanias ocorram. Se você não sabe o que vem a seguir na estória… limpe seu banheiro. Troque os lençóis. Pelo amor de Cristo, tire a poeira do computador. Uma ideia melhor surgirá”.
Mas também não vale parar de qualquer jeito. Hemingway dizia que o melhor é parar quando você está indo bem na escrita e sabe o que virá nas cenas seguintes. Assim, sua mente estará sempre trabalhando no texto ativamente, o que pode evitar o tão temido bloqueio criativo.


5) Comece devagar:
Se você começou a escrever há pouco tempo, talvez não conseguirá fazer um bom trabalho se já começar de cara fazendo séries gigantes. Sobre isso, Martin e Bradbury pensam o mesmo: é como querer aprender a escalar começando pelo Everest e leva tempo demais.
Comece com histórias curtas e contos, que não apenas vão ajudá-lo a aprender como desenvolver personagens e enredo, como podem ser o pontapé inicial para você se tornar mais conhecido, caso resolva participar de antologias.
Trabalhe com calma e lembre, como já sugere King, que você deve escrever uma palavra de cada vez. Dificuldades vão surgir sempre, seja por você não curtir algumas coisas em sua escrita ou por problemas pessoais, mas não se apresse. Faça como Tolkien e mantenha-se firme. Se ele conseguiu lidar com doenças, problemas pessoais e um filho na Guerra enquanto escrevia obras fodas como “O Senhor dos Aneis” e “O Hobbit”, nós também podemos. É só manter o foco e não parar.


Espero que tenham gostado e aprendido tanto quanto eu. A parte 2 sai no próximo domingo. Que tal colocar essas dicas em prática até lá?
Nos vemos semana que vem.

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