[RESENHA] A Verdade sobre o Caso Harry Quebert

domingo, julho 05, 2015


ALERTA DE POST GIGANTE À FRENTE. Porém sem spoilers. Leia sem medo.


Eu sei o que parece quando digo algumas coisas sobre a escrita, que estou advogando em causa própria. Não deixa de ser verdade, sejamos honestos. Mas também não vou mentir: me incomoda a ideia de que para alguém escrever um livro realmente bom tem que ficar preso a certas regras que, na verdade não fazem diferença alguma.
Como ter que escrever somente histórias se ambientando em seu país ou apenas com elementos de sua cultura. E hoje tenho aqui como provar que isso é bobagem. Pesquisando bem, que mal tem? Temos aqui o suíço Joël Dicker, de apenas 30 anos (!!!!!!!!!!!!) aqui para provar isso.
Eu adoro romances policiais, mas tenho que admitir que há um bom tempo não era mais surpreendida no gênero. Talvez porque quando somos escritores (ou tentamos), temos algumas estratégias para distrair os leitores do que queremos, para enganar e fazê-los pensar que o elefante amarelo com listras roxas no meio da sala, na verdade, não está lá.
Acaba que escritores, em geral, são leitores exigentes. E, por que não?, até arrogantes. Sempre achamos que estamos descobrindo exatamente o que a história é, mas por mais que acertemos até um ponto, chega um dia em que caímos do cavalo. Com esse livro, eu caí do cavalo e rolei ribanceiras BONITO. Mas adorei. Para começo de conversa, não espere que as situações se resolvam já em 95% do livro, como às vezes costuma ser. Até a última página, você será surpreendido.
Vamos por partes.
A história fala sobre Marcus Goldman, um jovem escritor que, aos 30 anos, lançou um livro de sucesso e virou estrela nos Estados Unidos. Porém, os editores começam a pressioná-lo para que ele lance outro, o que lhe gera um bloqueio inacreditável (quem nunca?) que o força a ir procurar ajuda de seu ex-professor de literatura de faculdade e atual amigo íntimo, Harry Quebert, na tentativa de superar “a doença dos escritores”.
Eles começam a trabalhar juntos, mas um dia Marcus acaba descobrindo sem querer enquanto procurara pelos originais do best-seller que lançara Harry na mesma posição de estrela, “As Origens do Mal”, correspondências dele com uma moça da cidade, Nola Kellergan.
A surpresa vem quando Harry o pega no flagra e os dois discutem. Harry, na época com 34 anos, se apaixonou perdidamente por Nola e ficou profundamente abalado após seu desaparecimento misterioso no fatídico dia de 30 de agosto de 1975.
O problema? Nola tinha apenas 15 anos.
Surpreso, Marcus acaba voltando para sua casa em Nova York, tentando ainda levar a escrita do novo livro a frente. E, embora não estivesse conseguindo, as coisas corriam mais ou menos bem até ele receber o telefonema de um choroso Quebert na cadeia.
Após mandar plantarem hortênsias no terreno de sua casa, Harry viu sua vida mudar do dia pra noite, literalmente. A companhia de jardinagem encontrou enterrado no jardim de Goose Cove (casa de Harry em Aurora, New Hampshire) o corpo de Nola com os originais de “As Origens do Mal” em sua bolsa.
A partir daí, começa o festival de socos em sua cara. E você vai gostar disso, vá por mim.
Marcus resolve voltar para a cidadezinha e se lançar numa investigação para provar a inocência de Harry. Contando com a ajuda do detetive Gahalowood, com quem tem uma relação bem engraçada de amizade e provocação, ele começa a revirar o passado dos habitantes na tentativa de descobrir quem era Nola e o que aconteceu com ela.
E ele descobre coisas que... bem, se eu contar qualquer coisa a partir daqui será spoiler. Então, leia. Leia e se surpreenda como eu.
Antes de irmos para a que será minha parte preferida, alguns comentários sobre a estrutura do livro. Pra começo de conversa, os capítulos estão numerados em ordem decrescente, como uma contagem regressiva pro soco final no seu estômago. Cada um deles tem um diálogo do Marcus com o Harry como epigrafe e uma barrinha que vai preenchendo aos poucos conforme sua leitura avança. Achei bem original.
O grosso da história é contado em primeira pessoa pelo Marcus, mas também temos trechos de livros, correspondências, flashbacks e trechos de depoimentos da época do desaparecimento de Nola. Parece confuso, mas as coisas se encaixam direitinho e em nenhum momento você fica perdido sem saber quem está narrando. As mudanças são claras e graduais.
Dito isso, vamos ao que achei mais foda no livro, além do enredo por si, claro. Além de ser uma história intrigante e que te prende até o final, ao longo dos capítulos você ganha de brinde dicas de escrita poderosas. Pelo menos pra mim, serviram bastante. Graças a algumas delas, deslanchei na escrita de novo.
Tentei colocar aqui todos os meus trechos preferidos, mas acabei perdendo algumas anotações (quem mandou fazer isso antes de seguir as próprias dicas de organização? Bem feito). Por isso mesmo, não estão em ordem cronológica, mas o que importa é o conteúdo delas. Abaixo, segue o que consegui reunir.
No mais, leiam. Descubram quem, realmente, era Nola Kellergan. Se ao final, você não se surpreender, juro que devolvo o dinheiro que você me pagou para ler essa resenha. Promessa é divida :v


Trechos:

— E os personagens? No que você se inspira para criar seus personagens?
— Em todo mundo. Num amigo, na faxineira, no caixa do banco. Mas atenção: não são essas pessoas em si mesmas que inspiram, são suas ações. A forma como elas agem sugere o que cada um dos personagens do seu romance poderia fazer. Os escritores que afirmam não se inspirar em ninguém estão mentindo, mas têm razão em fazer isso, pois assim se poupam de um monte de aborrecimentos.
— Como assim?
— O privilégio dos escritores, Marcus, é que você pode acertar as contas com seus semelhantes por meio do seu livro. A única regra é não citá-los diretamente. Nome verdadeiro, nem pensar, isso é abrir a porta para processos e aporrinhações. Em que número da lista estamos?
— Vinte e três.
— Então esta é a vigésima terceira regra, Marcus: escreva apenas ficção. O resto só lhe trará problemas.

***

Não sei mais se consigo escrever. Escrever bem é muito difícil.

***

— O primeiro capítulo, Marcus, é essencial. Se os leitores não gostarem dele, não vão ler o resto do livro. Como pretende começar o seu?

***

— Harry, como ter certeza de que ainda temos forças para escrever?
— Alguns têm, outros não. Você terá, Marcus. Sei que terá.
— Como pode estar tão certo disso?
— Porque está em você. Como se fosse uma doença. Pois a doença dos escritores, Marcus, não é não poder mais escrever: é não querer mais escrever e ser incapaz de parar.

***

(...) Entendi que devia me concentrar e foi o que fiz: anotei algumas ideias em folhas avulsas e esbocei sinopses no computador. Nada, porém, que prestasse. Tive então outras ideias e rascunhei mais algumas sinopses. Igualmente sem sucesso. Por fim, acabei comprando um laptop novo, na esperança de que já viesse com boas ideias e excelentes sinopses. Mas foi em vão. Tentei então mudar de método: fiz Denise ficar até tarde da noite anotando o que eu ditava e julgava serem frases impactantes, palavras precisas e inícios excepcionais de um romance. Contudo, no dia seguinte, as palavras me pareciam insípidas, as frases banais e meus começos, derrotas. Eu estava entrando na segunda fase da minha doença.

***

(...) Nola e eu tínhamos uma ligação muito forte. Muito forte, sabe? Era algo completamente insano! O tipo de amor que só temos uma vez na vida! Ainda a vejo ir embora, correndo, naquela noite, pela praia. (...) Quanto a meu livro, razão de minha vinda para Aurora, pelo qual eu sacrificara minhas economias, não avançava. Não mais. Embora tivesse escrito as primeiras páginas, estava novamente bloqueado. Era um livro sobre Nola, mas como podia escrever sem ela? Como escrever uma história de amor condenada ao fracasso? Eu despendia horas a fio diante de minhas folhas, horas para encontrar míseras palavras, três linhas. Três linhas ruins, banalidades insípidas. Naquele estágio de aflição, quando você passa a odiar tudo que é livro e tudo que é texto porque todos os outros são melhores que o seu, a ponto de até o cardápio de um restaurante parecer ter sido redigido com um talento descomunal, T-bone steak: 8 dólares, magistral, como não pensei nisso?! (...) Sentia-me muito só e muito triste (...).

***

— Lembra-se da conversa que tivemos no dia da sua formatura em Burrows?
— Sim, fizemos um longo passeio juntos pelo campus. Fomos até a academia de boxe. Você perguntou o que eu pretendia fazer dali em diante e respondi que iria escrever um livro. E então me perguntou por que eu escrevia. Disse que o fazia porque gostava de escrever e você respondeu…
— Sim, o que foi que respondi?
— Que a vida não fazia muito sentido. E que escrever dava sentido à vida.
— É isso, Marcus. E esse foi o erro que você cometeu alguns meses atrás, quando Barnaski exigiu um novo original. Você começou a escrever porque estava sendo obrigado a escrever um livro e não para dar sentido à sua vida. Fazer só por fazer nunca fez sentido: não havia, portanto, nada de assustador no fato de você se sentir incapaz de escrever uma linha sequer. O dom da escrita é um dom não porque você escreve de modo correto, mas porque com ele você pode dar sentido à sua vida. Todos os dias, nasce gente e morre gente. Todos os dias, rebanhos de trabalhadores anônimos vão e vêm nos grandes edifícios cinzentos. E depois vêm os escritores. Os escritores vivem a vida mais intensamente que os outros, penso eu. Não escreva em nome da nossa amizade, Marcus. Escreva porque é o único jeito de fazer dessa minúscula coisa insignificante que chamamos de vida uma experiência válida e gratificante.

***

— Você deve preparar seus textos como se prepara para uma luta de boxe, Marcus: nos dias que precedem o combate, convém treinar até apenas setenta por cento do seu limite, para que a raiva, que só deve explodir na noite da luta, ferva e esquente dentro de você.
— O que isso quer dizer?
— Que quando tiver uma ideia, em vez de transformá-la imediatamente num de seus contos ilegíveis e publicá-lo na primeira página da revista que você mesmo edita, guarde-a no fundo da alma para permitir-lhe que amadureça. Deve impedi-la de sair, deixe-a crescer dentro de você até sentir que o momento chegou. Este será o número… Em que número estamos?
— Dezoito.
— Não, estamos no dezessete.
— Por que me pergunta, se sabe?
— Para ver se está me acompanhando, Marcus.
— Então dezessete, Harry… Transformar as ideias…
— …em iluminações.

***

— O que acha disso?
— Nada mal. Mas acho que você dá muita importância às palavras.
— Às palavras? Mas elas são importantes quando escrevemos, não?
— Sim e não. O sentido da palavra é muito mais importante do que a palavra em si.
— Aonde quer chegar?
— Muito bem, uma palavra é uma palavra e as palavras pertencem a todos. Basta abrir um dicionário e escolher uma. É nesse momento que a coisa fica interessante: será capaz de dar a essa palavra um sentido bem específico?
— Como assim?
— Pegue uma palavra e repita-a em um de seus livros, a qualquer propósito. Vamos escolher uma palavra qualquer: gaivota. As pessoas passarão a falar, referindo-se a você: “Sabe o Goldman? É aquele cara que fala das gaivotas.” E depois chegará o momento em que, ao avistarem gaivotas, essas mesmas pessoas subitamente começarão a pensar em você. Observarão aquelas reles aves estridentes e dirão: “Fico me perguntando o que Goldman viu nesses bichos.” Em seguida, associarão gaivotas e Goldman. E todas as vezes que avistarem gaivotas, pensarão no seu livro e em toda a sua obra. Não perceberão mais essas aves da mesma maneira. É nesse momento que você descobre que está escrevendo alguma coisa. As palavras são de todo mundo, até que você prova ser capaz de apropriar-se delas. É isso que define um escritor. E você vai ver, Marcus, haverá quem tente convencê-lo de que um livro tem a ver com palavras, mas não é assim: na verdade, um livro tem a ver com pessoas.

***

— Conte a verdade, essa é sua responsabilidade como escritor. Ainda que a verdade seja difícil. Esse é meu conselho de amigo.

***

— O segundo capítulo é muito importante, Marcus. Ele deve ser incisivo, uma porrada.
— Como assim, Harry?
— Como no boxe. Você é destro, mas em posição de guarda é sempre seu punho esquerdo que está na frente: o primeiro direto deixa seu adversário zonzo, seguido por um poderoso cruzado de direita, que o derruba. É o que deve ser o segundo capítulo: um golpe de direita no maxilar dos seus leitores.

***

— A resposta é clara: pouco importa ganhar ou perder, Marcus. O que conta é o caminho que você percorre entre o gongo do primeiro assalto e o gongo final. O resultado da luta, no fundo, é apenas uma informação para o público. Quem tem o direito de afirmar que você perdeu, se você, você próprio, acredita ter vencido? A vida é como uma corrida, Marcus: haverá sempre pessoas mais velozes ou mais lentas que você. Tudo o que conta, no final, é o vigor que você despendeu ao percorrer o trajeto.

***

— Harry, como podemos transmitir emoções que nunca vivemos?
— Este é justamente seu trabalho de escritor. Escrever significa que você é capaz de sentir mais intensamente que os outros e em seguida transmitir o que sentiu. Escrever é permitir que seus leitores enxerguem o que às vezes é invisível para eles. Se apenas os órfãos contassem histórias de órfãos, teríamos dificuldade em sair do mesmo lugar. Isso significaria que você não poderia falar de mãe, pai, cachorro ou piloto de avião, nem da Revolução Russa, porque você não é mãe, nem pai, nem cachorro ou piloto de avião, e não estava lá durante a Revolução Russa. Você é simplesmente Marcus Goldman. E, se todo escritor fosse obrigado a limitar-se a si mesmo, a literatura seria de uma tristeza terrível e perderia todo o sentido. Nós temos o direito de falar de tudo, Marcus, de tudo o que nos toca. E ninguém pode nos julgar por isso. Somos escritores porque fazemos de maneira original algo que todo mundo à nossa volta sabe fazer: escrever. É nisso que reside toda a sutileza.

***

— As palavras foram bem escolhidas, Marcus. Mas não escreva para ser lido: escreva para ser entendido.

***

— É um novo romance? — perguntou Rendall, notando os papéis espalhados na mesa.
— É, deve sair no outono. Há dois anos venho trabalhando nele… Ainda preciso reler as provas, mas, sabe, acho que nada do que eu escrever será como As origens do mal.
Rendall considerou Harry com compaixão.
— No fundo, os escritores só escrevem um livro na vida.

***

— Veja bem, Marcus, às vezes as palavras se encaixam, mas outras vezes são desnecessárias e insuficientes. Chega uma hora em que algumas pessoas não querem mais ouvi-lo.
— O que se deve fazer então?
— Agarrá-las pelo colarinho e apertar suas gargantas com o cotovelo. Bem forte.
— Por quê?
— Para estrangulá-las. Quando as palavras perdem o poder, saia por aí distribuindo pancada.

***

Todo mundo tem seus demônios. A questão é simplesmente saber até que ponto esses demônios são toleráveis.

***

— Um novo livro, Marcus, é uma nova vida que começa. É também um momento de grande altruísmo: você oferece, a quem estiver disposto a conhecer, uma parte sua. Alguns vão adorar, outros, detestar. Alguns vão tratá-lo como celebridade, outros, desprezá-lo. Alguns sentirão inveja, outros, terão interesse. Não é para eles que você escreve, Marcus. E sim para todos aqueles que, graças a Marcus Goldman, terão tido um bom momento em seu dia a dia. Você me dirá que isso não é nada de mais e, não obstante, já é muito. Alguns escritores querem mudar o mundo. Mas quem realmente pode mudar o mundo?

***

— Quando estiver chegando ao fim do livro, Marcus, ofereça ao leitor uma reviravolta de última hora.
— Por quê?
— Por quê? Ora, porque é sempre bom deixar o leitor sem fôlego até o desfecho. É como no jogo de cartas: devemos sempre guardar alguns trunfos para o final.

***

— Às vezes você será vencido pelo desânimo, Marcus. Isso é normal. Eu lhe disse que escrever é como lutar boxe, mas também é como correr. É por isso que toda hora eu o despacho para a rua: se tiver a força moral de fazer corridas longas, sob chuva e frio, se tiver forças para continuar até o fim, se empenhar nisso todas as suas energias e todo o seu coração, e alcançar seu objetivo, então você será capaz de escrever. Nunca deixe o cansaço ou o medo o impedirem. Ao contrário, use-os para avançar.

***

— O último capítulo de um livro, Marcus, deve ser sempre o mais bonito.

***

— Eu gostaria de lhe ensinar a escrever, Marcus, não para que você saiba escrever, mas para que se torne um escritor. Porque escrever livros não é nada: todo mundo sabe escrever, mas nem todo mundo é escritor.
— E como vou saber que sou um escritor, Harry?
— Ninguém sabe que é escritor. São os outros que nos dizem isso.

***

— Encontre o amor, Marcus. O amor dá sentido à vida. Quando amamos, somos mais fortes! Somos maiores! Vamos mais longe!

***

— Está pronto, Marcus? Dentro de três minutos, subimos ao ringue.
— Estou morrendo de medo, Harry.
— Tenho certeza disso. Melhor assim: quando não sentimos medo, é impossível vencer. Não se esqueça, lute como se escreve um livro… (...)

***

— Harry, como sabemos que um livro está terminado?
— Os livros são como a vida, Marcus. Nunca terminam de verdade.

***

— Um bom livro, Marcus, não se mede somente pelas últimas palavras, e sim pelo efeito coletivo de todas as palavras que as precederam. Cerca de meio segundo após terminar o seu livro e ler a última palavra, o leitor deve se sentir invadido por uma sensação avassaladora. Por um instante fugaz, ele não deve pensar senão em tudo que acabou de ler, admirar a capa e sorrir, com uma ponta de tristeza pela saudade que sentirá de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que lamentamos ter terminado.

***

— (...) Você é um escritor porque é talentoso.
— Não, justamente. Ninguém nasce escritor, a gente se torna um.

***

Proporcionalmente, não há florestas suficientes para a quantidade de maus escritores que povoam este país. Vai precisar se esforçar.

***

“Um texto nunca está bom”, afirmava ele. “Mas há um momento em que ele está menos ruim do que antes.”

***

— Se os escritores são criaturas frágeis, Marcus, é porque são passíveis de conhecer dois tipos de sofrimentos sentimentais, ou seja, duas vezes mais que os seres humanos normais: as dores de amor e as dores literárias. Escrever um livro é como amar alguém: pode acabar sendo muito doloroso.

***


— (...) Olhe, escrever ou lutar boxe é praticamente a mesma coisa. Ficamos em posição de guarda, decidimos nos lançar à batalha, erguemos os punhos e investimos contra o adversário. Um livro é bem parecido com isso. Um livro é uma batalha.

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