S.A.L. - Serviço de Atendimento ao Leitor - Volume 3

domingo, fevereiro 14, 2016


Eu sei.
Eu sei. Eu demorei muito pra responder os outros comentários, e peço desculpas por isso, mas se você leu o post da última semana (especialmente o item 1) já deve estar por dentro do motivo.
Antes, uma breve explicação para quem chegou agora. Essa coluna é bem antiga, mas eu parei de fazê-la por um tempo e depois retomei, retirando os primeiros posts dela depois de fazer uma limpa no blog e apagar vários posts.
Não fazia mais sentido deixar as respostas de comentários deixados em postagens que não mais existiam. Assim, só retomei há alguns meses, respondendo comentários de postagens recentes àquela altura e definindo assim o formato da coluna.
Ou seja, se você comentou recentemente, mas foi em uma postagem antiga, seu comentário são será respondido aqui porque seria meio injusto responder alguns e outros não, só porque esses outros deixaram o comentário há muito tempo. O post foi finalizado dia 08/02, então comentários posteriores não aparecerão aqui, só na parte 4.
Não se preocupe, porém. Eu leio todos os comentários e aproveito para agradecer a todo mundo que tira um tempinho do seu dia para ler o que posto aqui e comentar. O feedback do blog está bem interessante nesses últimos meses e até a fanpage está crescendo bem.
Muito obrigada a todos vocês. E agora, vamos às respostas.


Gostei das sugestões, mas no caso de música não gosto de deixá-las espalhadas pelo computador, para facilitar quando preciso do arquivo em sí, então geralmente crio playlists no player. Ou mais atualmente no spotify, pois assim eu carrego-as para qualquer lugar e os leitores podem acessar.
E os cronogramas de profile eu também curto fazer em slide, assim posso adicionar fotos, descrições dos personagem, algum BG que o influência, trechos das letras que fazem sentido pra ele, e talz.
@ Spotify é um dos melhores sites do mundo, meus mais profundos agradecimentos a quem teve a ideia HAHAHAH Facilita e ajuda bastante a organizar nossas músicas, embora as minhas playlists estejam um caos ainda.
E eu nem tinha o costume de usar slides para ajudar na construção da história, mas achei uma boa dica. Vou testar e depois faço um post a respeito ;)


Nossa! Essa postagem é incrível! Excelente não apenas para betas, mas também para autores. Dei uma lida rápida e estou impressionada! Em breve lerei com mais calma e tentarei absorver ao máximo. Obrigada.
@ Fico feliz que tenha gostado e espero que seja útil. Acredito que a lista vai ajudar não somente quem quer ser beta ou é um beta iniciante, mas também autores que precisam revisar suas próprias histórias. Não é o mais indicado, porque sempre algo nos passa batido mesmo assim, mas é bom ter um norte nessas horas ;)

Eu sempre, tipo, sempre quis ser um beta. Não apenas por admirar o trabalho dessas criaturinhas admiradas, mas porque eu acho que eles contribuem e muito pra história. Tentei ser beta uma vez, a fulaninha até virou minha amiga... Mas não rolou porque ela não seguia sequer as correções ortográficas e me forçava a ler as baboseiras insípidas que escrevia (se eu tenho raiva? imagina. Fui forçada a ler BDSM mesmo especificando que o gênero me dá nojo).
Mas enfim, o post está uma beleza. Mesmo que você não use um beta dá pra dar uma analisada na história com essa estrutura aí :3
@ Esse é o lado ruim de ser beta. Com o tempo, a gente se vira; conhecimentos faltando, a gente estuda e se aprimora. Agora quando o autor não quer colaborar, é bem tenso. Acho que todo beta já passou por uma situação semelhante.
Fico feliz de saber que o post foi útil e pretendo abordar o tema novamente no futuro, dessa vez com uma visão mais aprofundada. Já tinha começado algo do tipo, mas outras coisas acabaram atraindo minha atenção. Acho que é hora de retomar.


Oi!
Só queria dizer que estou amando seu blog, melhor descoberta da semana!
Este post foi incrivelmente útil, já que estou passando por um bloqueio neste exato momento (já está na faculdade? escrevendo TCC? sério, é uma droga... sinceramente, não sei como não atirei o notebook na cara da minha coordenadora... ou na minha, já que sou eu a culpada por minha miséria).
Dramas à parte, muito obrigada pelas dicas e continue atualizando ;)
Bye!
@ Nem me lembra TCC. Senhor do céu, como eu sofri pra terminar o meu HAHAHAH Te entendo perfeitamente. Depois do fim da faculdade, acho que nunca mais consegui escrever nada direito. Só aquele breve surto no fim do ano passado, mas que (claro) já se foi. Não escrevi mais nada desde então.
Mas quer saber? Acho que está na hora de eu seguir minhas próprias dicas pra superar bloqueios e chutar a preguiça pra longe. Só assim a coisa vai funcionar HAHAHAH


Eu gosto da coisa da mudança de humor. Detesto personagens enfadonhos, que aceitam totalmente a realidade, como se fossem personagens perfeitos, totalmente irreais. Acho que desde que haja a explicação pra essa mudança abrupta, por mim tá tudo bem.
@ Explicação para os personagens agirem como agem é sempre o melhor caminho. Não precisa ser algo explícito (aliás, melhor que não seja, depois faço um post sobre o famigerado “mostre, não conte”), mas tem que estar ali em algum momento. O leitor precisa subentender o que se passa com o personagem. A não ser, todo o esforço que o autor teve para construir o personagem e o enredo vai por água abaixo.


Não tenho escrito muito em papel nos últimos tempo, provavelmente porque eu acabo levando ou o note ou o celular para todo os lados, e acabo utilizando o evernote como to do list. Mas ainda carrego uma caderneta para ideias que surgem e coisa do tipo, que é meio bagunçada, já que horas surgem ideia novas horas ideias para aquela fic que já ta começadas. Você tem algum método para organização essas cadernetas de ideia que a gente carrega pra todo canto?
Xx
@ Eu normalmente escrevo minhas notas no celular (estou com umas 3 aqui, inclusive uma lembrando pra terminar esse post até a quinta dia 10 pra revisar na sexta e no sábado antes do dia de postar). Então faz um bom tempo que não escrevo mais as notas em papel, só as listas do que fazer, pra ir riscando quando cumpro as tarefas.
Mas posso dar uma pesquisada e construir esse post, obrigada pela sugestão (inclusive, vou correndo anotar na lista, se não já era. Esqueço lindamente HAHAHA).


Olha, eu admiro muito quem consegue ser crítico literário e o faz com maestria. Porque atualmente tá cada vez mais complicado. Acho que ser beta tem sido algo que cada vez menos as pessoas se interessam. Porque se vc quer ser crítico literário é porque já tá cansado de ler mais do mesmo, ver os mesmos erros, os mesmos problemas. E atualmente as pessoas tem aceitado tudo numa boa, como se qualquer coisa que fosse apresentado fosse o melhor, quando não é. 
É aquela coisa: bons profissionais estão cada vez mais em falta.
@ Confesso que não tinha pensado na situação por esse ponto de vista, mas faz bastante sentido. Até então, eu achava que as pessoas não pensavam muito em ser beta por falta de tempo, por acharem não ter conhecimento suficiente ou por não levar muito jeito criticando os outros.
Mas o comentário foi ótimo porque me deu ideia para outro post HAHAHA ;)


Finalmente alguém que falou algo que eu concordo totalmente. A falta de originalidade, de ir além do que estamos cansados de ver. Porque é claro que teremos clichês. Claro que não dá pra ser totalmente único, porque pegamos uma série de influências. Mas, a gente consegue dar nova roupagem, mudar o desfecho, colocar uma carta na manga e puxar pra outro enredo. Parece que as pessoas tem muito medo de arriscar e tentar algo novo.
ttp://criptografandosonhos.blogspot.com.br
@ Acho que esse é só um dos problemas. Tem gente que de fato tem medo de ousar (e confesso que dependendo da ousadia, também tenho). Mas há muita gente que tem preguiça de fazer algo diferente (oras, se escrevem qualquer coisa e os leitores adoram e comentam pra caramba, por que ele vai mudar?). E tem também os que não sabem como fazer algo diferente, seja porque sempre leram as mesmas coisas e não possuem outras referências ou porque acabam não se preocupando em estudar um pouco sobre escrita.
Mas tentar algo novo é sempre bom. Mesmo que fique ruim e a gente nem poste, não custa nada escrever algo totalmente diferente pra se testar, pra saber até onde pode ir, pra saber como se expressa melhor, etc.

Faz algum tempo que não leio romance por causa disso, não consigo entender os personagens. Terror, fantasia e mistério são os meus gêneros e confesso que fugir do clichê é MUITO difícil, talvez por falta de prática (Escrevo tipo, duas vezes por mês? Mas quando escrevo fico escrevendo até dar dor de cabeça-tipo agora-)
@ Acho que, de todos, o terror é o mais complicado de fugir de clichê porque tem toda uma técnica para assustar os leitores que é meio padrão. Talvez por eu não escrever muito esse gênero, eu tenha essa impressão, mas até agora não tenho encontrado maiores dificuldades pra fazer algo diferente na fantasia. É só procurar novos cenários, já tem meio caminho andado.
Mistério também é complicado de fugir do clichê e romance policial, então... Por mais que eu goste, tem horas que é inevitável a sensação de já ter lido todas as histórias depois de ler uma.

Só li verdades.
@ Fico feliz que tenha curtido *-*


Só digo uma coisa: Estado de Fluxo, me chama que eu vou.
http://historiasdawendy.blogspot.com.br
@ Estou louca para conseguir visitá-lo novamente. Altas saudades HAHAHAHA


Nossa, gostei do post! Como me identifiquei no primeiro e segundo problemas! rs.
O segundo estou desde o ano passado tentando me adaptar, mas o primeiro é um problema... 
Pra esse ano tbm tenho uma meta de escrever (e desenhar), mas ainda não tem nada organizado para cumprir, sabe? =_=
Mas vamos conseguir! \o
@ Eu cheguei até a imprimir um calendário pra me ajudar a escrever mais, só que funcionou nos primeiros dias do ano. Depois não escrevi mais, justamente pela preguiça monstruosa que estou sentido desde que nasci HAUAHAAU Não à toa esse é o primeiro erro que devo corrigir pra escrever mais.
Espero que esse ano eu consiga, mas até agora falhei miseravelmente.

Também tenho dificuldades em matar os personagens, mas não como você colocou. Eu mato quem tem que matar, descrevo a cena em detalhes e levo os leitores ao desespero, mas depois fico de luto. Sério, bate o peso na consciência e eu fico um tempo sem escrever por me sentir muito culpada. Recentemente matei a secundária preferida do pessoal (o povo gostava mais dela do que da protagonista) e agora quando tento continuar me bate uma dor...
O tópico 1 descreve a todos kkkk
Um problema meu que não está na lista é a falta de foco. Tenho mil ideias, pesquiso um monte e não escrevo nada. Meu pc é repleto de arquivos com ideias (eu coloco links com informações importantes, nomes e dreamcast dos personagens, roteiro da história, etc.) que não vão para frente porque não consigo me concentrar só em uma.
Minha meta de ano novo? Manter o foco. Já organizei meus documentos e agora estou me concentrando apenas em duas histórias (uma fic e uma original), vamos ver no que vai dar...
Outro post perfeito! Até mais!
@ Nossa, acho que se eu precisasse matar alguém muito importante teria a mesma reação. Ficaria bem triste, culpada e um tempão sem conseguir escrever mais, só sentindo falta do personagem que se foi.
Problemas com foco é um que também tenho bastante, mas acabou ficando de fora da lista porque os outros 5 listados são os que me irritam e atrapalham mais, e normalmente é o que se resolve mais fácil pra mim, basta desligar o wi-fi HAHAHAHA
Sério, a internet é o que mais me distrai. Os dias que mais escrevi foi quando fiquei sem conexão. Se não fosse a danada da preguiça, bastava eu organizar direitinho minhas pastas e desconectar a net pra escrever mais.
Mas escrever mais e mais rápido foi minha meta de ano novo. Vamos ver se consigo cumprir HAHAH.

Me identifiquei com tudo! Principalmente o 4, minha zona de conforto é curta, não sei bem como agir, sabe aquela duvida "Nossa, mas ninguém fez isso, será que fica complicado demais pro leitor? Será que eu tiro isso da historia?" é agoniante demais, mas tudo aí se aplica perfeitamente a mim. ;-;
@ Também me pego várias vezes pensando nisso de “será que meus leitores vão gostar disso?”, mas cheguei à conclusão de que se a ideia nos faz bem e a gente gosta, deve escrever. Fazendo o que gostamos, o entusiasmo se mantém e fica mais fácil manter a motivação pra seguir em frente. Claro que pode ser que os leitores não curtam e não leiam, mas escrever apenas para agradá-los também não é legal. A gente também precisa estar confortável com o que está fazendo, ou não é a mesma coisa. Não tem graça.

Por hoje é só, pessoal.
Obrigada a todo mundo que lê, especialmente a quem deixa comentários nos posts.

Até a semana que vem ;)

Um comentário:

  1. Uau!!! Você comentou nos meus comentários. Teve umas coisas que eu fiquei pensando a respeito; uma delas quando você falou do mostrar sem precisar abrir um capítulo de mil páginas pra fazer o leitor entender a dinâmica do personagem. Uma coisa que eu aprendi com o meu projeto foi mostrar em ações, em diálogos quem ele é e, sobretudo, como ele forja a imagem que muitos tem dele. Uma coisa é fato: é tolo o autor já dizer de cara que o personagem é isso, aquilo e tudo o mais, como se o ser humano pudesse ser medido com alguns caracteres. A verdade é que podemos brincar e no final das contas o personagem se mostrar um verdadeiro filho da p***.

    Quanto ao meu comentário de beta, uma coisa é verdade: autor e beta precisam dialogar entre si. Betas precisam estudar, assim como autores também. Por exemplo: Uma vez comecei a ler uma vic que parecia muito boa: Mad House. A sinopse era interessante, só que teve uma coisa, depois da sinopse que eu não entendi até hoje porque raios aquilo tava ali. A menina pegou um trecho da constituição brasileira. Só que a coisa não fez sentido pelo simples fato de que não precisava estar ali. A vic se passava em Chicago, em um manicômio. Então, por que cargas d'água havia um trecho da nossa constituição?

    Alguém comentou sobre a dificuldade de matar personagens. Eu não tenho esse problema, desde que eu saiba que matar o personagem X fará meu enredo continuar coerente e, o mais importante, dar gás à jornada do herói.
    Sabe o que realmente acho difícil? Desfazer amizades entre personagens. Sério, eu fiquei arrasada quando tive que fazer isso. Fiquei mal porque eu sabia que aquilo que fiz pra eles, apesar de necessário, não ia ter volta. E, se a gente parar pra analisar, isso acontece no mundo real. Se a pessoa morre você fica com a lembrança e sente que ela mesmo morta ainda está viva em você. Mas, se uma amizade acaba, fica uma coisa esquisita na gente e isso nos pega de um jeito ruim. É mais um modo de amadurecer. Só que é triste ter as boas recordações e pensar que, mesmo a pessoa perto de você já não é mais a mesma e que vocês passaram viver em lados opostos. Sorry, não sei se estou sendo clara, mas esse fato em si me abalou bastante quando escrevi.

    http://criptografandosonhos.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

Não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?

Tecnologia do Blogger.