POST ESPECIAL - Ripei Minha Primeira Fic!

domingo, maio 08, 2016


Eu sou aquele tipo de pessoa que adora rir dos erros dos outros, admito. Mas, por incrível que pareça, também adoro rir dos meus. Acho que uma coisa está intrinsecamente ligada à outra. Para você poder rir dos outros com propriedade, tem que saber rir de si mesmo, apontar seus próprios erros, ter coragem de encarar suas falhas.
E é por isso que esse post está aqui.
Sinceramente, pensei bastante antes de fazer isso, mas nem tanto por medo dos julgamentos de vocês. É mais porque do meio pro fim da história (sim, eu a reli inteira) ela fica boa (juro, até eu me surpreendi) e eu não queria jogar a ideia fora, ou correr o risco de alguém acabar plagiando.
Mas, ao mesmo tempo, eu queria muito fazer esse post, tanto pra rir junto com vocês das minhas bobagens quanto para mostrar que não importa o quanto você ache que escreva mal hoje, podia ser pior. Também quero motivar vocês. Não importa o quanto você ache que escreva mal hoje, você pode melhorar. Se eu consegui, vai por mim: você também pode.
Não que hoje eu esteja digna de ganhar prêmios e ficar mega famosa (ao contrário, a estrada que tenho a percorrer ainda é imensamente gigantesca até chegar ao ponto de qualidade que almejo). Mas comparando o que eu fiz nessa história ao que faço hoje, mudei da água pro vinho. E vocês já vão descobrir porquê.
Antes, um breve esclarecimento. “Caçadores da Noite” não foi exatamente a primeira fic que escrevi. Na verdade, eu nem lembro qual delas foi. Eu escrevia várias ao mesmo tempo na época e (graças a todos os deuses de todas as religiões existentes no planeta) perdi todas. Essa foi a única que restou (talvez porque fosse a única delas que eu gostava verdadeiramente e me preocupei em salvar quando meu primeiro computador foi pra casa do cacete).
Foi, sim, a primeira longfic que postei no Nyah. A primeira que me deu reviews e leitores fiéis. Ainda gosto bastante dela, da ideia principal e de várias cenas ao longo do desenvolvimento, apesar do começo muito cagado, e pretendo reescrevê-la. Por isso, não a postarei inteira aqui, apenas a ripagem do prólogo + primeiro capítulo.
Enquanto o dia da reescrita e repostagem não chega, vamos rir dos absurdos que eu cometia nos longínquos anos de 2007 e 2008. Pega o saquinho de vômito (acredite: você vai precisar) e vem comigo!
(P.S.: meus comentários vem em roxo. Ou lavanda. Ou lilás. Não sei. Se alguém souber o nome certo da cor, avise)
(P.S. 2: Ripagem é, para quem não sabe, pegar uma história mal escrita e acrescentar comentários zoativos no meio. Geralmente é feito em grupos, mas sou a diferentona antissocial e ripei sozinha. Vem de "RIP", rest in pieces peace, descanse em paz).


Sinopse: The Nightmare Begins (Esse era pra ser o subtítulo, mas a anta coloca no começo da sinopse. Já começamos bem!)
Chelsea (Jesus me abana! Até o nome da garota é uma merda) era uma garota normal (Graças a Deus! Já pensou ela ser azul, de cabelos verde-limão, asas douradas com tentáculos fúcsia?) que morava em um subúrbio na Londres de 1886. Mas um acidente mudaria drasticamente a história da garota, além de apagar quase completamente sua memória (Se eu tivesse esse nome, também ia torcer pra ter a memória apagada). Então ela parte para uma aventura que não imaginava que pudesse existir para uma terra onde vampiros e lobisomens praticamente se matam. Destino: Transilvânia. Chelsea então tem que travar uma luta contra todo o perigo, tentando manter-se viva e (Sdds vírgula) ao mesmo tempo, descobrir o mistério que existe por trás de seu nascimento (É assim, meu bem: quando duas pessoas adultas se gostam, elas se beijam, deitam juntinhas e o papai planta uma sementinha no jardinzinho da mamãe. Nove meses depois, a cegonha traz o bebê e coloca num pé de rosas, se for menina, ou num pé de alface, se for menino.).

Prólogo
Londres – Inglaterra – 1886.
Era uma noite fria. Num subúrbio em Londres (Meu Deus, por que caralhos voadores eu repetia tantas ideias? Já sabemos disso, fia. Pra frente que se anda!), numa ruazinha calma e pacata (de última vez que eu chequei, essas palavras eram sinônimas #desnecessauro), três pessoas dormiam calmamente (Se eu repetir “calma” e derivados mais uma vez nesse parágrafo, me jogo da janela). Toda essa tranqüilidade (*se joga da janela, mas aproveita e chuta o trema junto*) é incomodada (verbos no presente, não! *deita no chão em posição fetal*) por um estrondo de vidro quebrado. Alguém entra na casa e, violentamente, abre as portas, uma a uma, até chegar a um quarto ocupado por uma jovem que dormia calmamente (*se joga da janela de novo. De cabeça, dessa vez*). Quando ele tenta puxá-la e levá-la, alguém que estava no quarto ao lado lhe dá uma pancada da cabeça (olha que legal: em 1886 já tinham descoberto portais e teletransporte. Acho chique!), que o deixa atordoado.
- Quem quer que seja você, não vai levá-la daqui a lugar nenhum. (Imaginei uma voz vinda do nada e o invasor olhando pra cima, procurando e sem encontrar. Ri sozinha).
Num acesso de fúria (Sdds vírgulas +1) o invasor atira a pessoa na parede e revira a casa. Outra pessoa (Minha teoria dos portais cada vez mais ganha força. Pessoas chovem do nada dentro de casa) tenta fugir pela janela, mas é morta com um golpe de espada. A jovem acorda (Nego morrendo, lutando, gritando, fugindo pela janela e a mina dormindo mesmo sendo puxada pelo outro fulano. Não vou zoar ainda porque estou muito ocupada invejando e procurando Google afora esse remedinho que ela tomou) e tenta lutar contra seu possível seqüestrador (*chuta o trema*). Na sala, uma espada estava presa a (A crase já desistiu e foi embora) parede. A garota corre para buscá-la e luta contra o homem (Uma casa cheia de mutantes. Um se teletransporta de um quarto pro outro, um segundo abre portais, a outra vê através das paredes... Quase certo que no próximo capítulo todo estará indo conversar com um careca em uma cadeira de rodas). Com um golpe certeiro no braço, ele a deixa sem a arma. Machucada, ela tenta se esconder no quarto, porém antes que pudesse entrar ele entra no quarto e tranca a porta (Imaginei o cara entrando tentando prender a moça lá dentro, mas sendo muito rapidinho e se trancando lá sozinho. Ri sozinha de novo. Um grupo de mutantes lutando contra um retardado, não vale, poxa). Ela tenta escapar pela janela aberta, só que é puxada pelo homem. Ela desequilibra e cai, perdendo a consciência logo depois, devido a (A crase tá realmente com vergonha e se recusa a dar as caras) uma pancada fortíssima na cabeça. A única pessoa restante na casa tenta se esconder, mas não consegue (Estou falando que tem teleporte nessa merda. Eu tinha contado três. Já apareceu mais um). É encontrada e morta. Logo em seguida, achando que estão todos mortos, o invasor deixa a casa (Faltou uma consultoria com filme de ação aí. Nem pra dar uma espadada pra garantir, senhor invasor? Garoteou lindamente).

(Saldo até o momento: duas mortes, uma quase morte, um idiota, dois teleportes, dois portais abertos, dois tremas chutados longe, duas vírgulas faltando e incontáveis crases cortando os pulsos. E saudades divisão de parágrafos. Respira fundo que foi só o prólogo!)

"Anjo meu, posso te agradecer. Você me salvou muitas e muitas vezes. Anjo, eu tenho que confessar: É você que sempre me dá força e eu não sei onde eu estaria sem você. Depois de todos esses anos, uma coisa é verdade, a força constante dentro de meu coração é você. Você me toca, eu sinto eu estou passando a você o valor de todo dia que eu passo com você... Todas as coisas que eu sou, sou por sua causa"
Angel of Mine - Evanescence (trecho traduzido)
(Tentativa de deixar a fic trevosa colocando música gótica e emo detected)

Capítulo 1 – Angel of Mine (E ainda colocava o nome do capítulo o mesmo da música. Puta que pariu! Criatividade mandou lembrança)

No dia seguinte, a invasão á (Aparentemente, sempre tive dificuldade em acertar o acento da crase. Por isso hoje em dia coloco um traço reto em cima da letra, ele que caia pro lado certo na hora) casa da Rua Mary Smith é notícia em toda a cidade de Londres (Imaginei o Datena pedindo ibagens disso e ri sozinha de novo). Todos se perguntavam quem seria o bandido terrível (Porque, é claro, ninguém tinha nada melhor pra fazer). A notícia se espalhou tão rápido que logo chegou aos ouvidos do professor Damien.
- Exatamente isso que eu estou falando (Sdds vírgula +2) Gabriel. Muitos suspeitam que possa ser alguma entidade sobrenatural (Duas pessoas mortas e uma desacordada. OH MEU DEUS, SÓ PODE TER SIDO OS PHANTASMAS. Tá Sertinho. E nem vou comentar sobre esses hifens fazendo o papel de travessões pra não ficar deprimida e desistir da ripagem logo de agora).
- Nesta cidade, tudo o que acontece é alguma entidade sobrenatural mesmo. – Ele disse, irônico (Temos alguém de bom senso aqui? Aleluia! Vou acender uma vela em agradecimento). – De qualquer forma, não custa nada dar uma olhada.
Ainda pela madrugada, Gabriel, Damien e David se dirigem (Não sei o que é pior: verbos no presente ou verbos no passado E no presente no mesmo capítulo) até a casa para observar o cenário. Por sorte, a casa estava vazia. Apenas as vítimas se encontravam. Até aquele momento, nem a polícia tinha passado por lá (A polícia não foi, mas os fofoqueiros para espalhar a notícia, sim. Parece verídico). Os boatos a respeito do invasor eram tão medonhos, (Legal a vírgula querendo aparecer rápido pra poder ir embora de fininho. Eu vi isso, mocinha. Pode voltar pra lá *aponta*) que muitas pessoas planejavam até se mudar, temendo novos ataques (A única chance disso acontecer é se o Datena REALMENTE estiver cobrindo o caso. A não ser, MENAS, MIGA). Afinal que motivos uma família de bem poderia dar para ter sua casa invadida no meio da noite? Estava tudo muito estranho. Muito fora do comum. (Não se ela mora no Brasil #piadapolítica #nãovaiterficboa #vaiterripagem)
- Está morta. – Constatou Gabriel, ao passar pelo primeiro corpo na sala. Os corpos estavam quase que estraçalhados (A pergunta que não quer calar: foram só golpe de espadas. Que porra é essa? Eu realmente bebia com força da fonte do exagero nessa época. Ou isso ou dorgas* vencidas, mas prefiro acreditar na primeira opção).
- Esse homem também. – Observou David. – Mas esperem, é uma garota (Ela tem cabelos longos, nenhuma barba no rosto, seios, está de camisola... OH, TEMOS UM GÊNIO AQUI! TRAGAM O NOBEL!). – Disse ele ao examinar a menina caída em um dos quartos. – E está viva.
- Deve estar inconsciente. – Disse Damien ao tocá-la. (É MESMO? NÃO ME DIGA!!!!!!)
- E tem uma marca na testa e uma mancha de sangue na nuca, como se tivesse levado uma forte pancada. – Observou David. (Para de brincar de Capitão Óbvio, por favor. Nunca te pedi nada!)
- É melhor a levarmos daqui. – Aconselhou Gabriel.
- Também acho. Vamos levá-la pra casa, poderei cuidar dela e, quem sabe, descobrir quem fez isso. – Disse Damien. (Acho lindo como em fic ruim as pessoas conhecem as outras já de cara e viram amigas, se apaixonam, levam pra casa, têm vinte filhos, etc...)
David a pega nos braços e a põe no seu cavalo. Voltaram para casa imediatamente. (Adorei o crossover Século XIX e Idade Média que rolou aqui)

***

Ao chegar a (Dúvida do dia: é melhor crase errada ou crase nenhuma?) casa, deram de cara com Anna (Calma que do nada começou CSI aqui: "who are yoou? Who? Who?"). Ao ver a moça nos braços de David, prontificou-se para ajudar.
- Coitada. Deve estar muito ferida! Venham, vamos levá-la a um dos quartos. – Sugeriu a moça. - Quem é? ("Who? Who?")
- Não sabemos, Anna. Esperamos que ela nos diga quando acordar. – Respondeu Gabriel.

***

No dia seguinte, a moça finalmente dera sinais de consciência. Pela manhã, Damien viera vê-la. Ela respondia a estímulos externos, mas não abrira os olhos nem falara nada. Então ele ficara ali a observando. Minutos depois ele a vira mexer-se rapidamente, como se estivesse tendo um pesadelo. Ao colocar a mão sobre seu pescoço para medir sua temperatura, ela acordou e apertou a sua mão com uma força incrível. (Tanta coisa estranha aqui que é melhor nem comentar)
- Calma (Sdds Vírgula 2 – A Missão) eu só quero ajudá-la.
Era uma moça jovem, muito bonita com longos cabelos negros, pele muito branca e grandes olhos azuis. Ela não lhe respondeu nem disse nada.
- Já volto. Não saia daqui. – Recomendou Damien. (Migo, ela tá ferida, machucada e não faz ideia de onde está. Não é como se ela fosse pular a janela e ir embora... Se bem que o pessoal dela abria portal, melhor ficar de olho mesmo!)
Ele foi avisar o acontecido aos outros interessados. Veio encontrar os três na sala, conversando.
- Ela acordou.
- E onde está? – Perguntou David. (Voando lá fora, imbecil!)
- Está deitada em sua cama. Mas aconselho muita cautela. Ela pode não se lembrar de nada que aconteceu naquela noite. Vamos ter que conquistar a confiança dela aos poucos. – Aconselhou Damien.
- Podiam começar a conquistá-la agora se me dissessem quem são vocês e o que estou fazendo aqui. – A moça havia seguido o professor e agora estava na sala com os outros. (Ó AÍ! FALEI QUE ELA ABRIA PORTAL TAMBÉM!)
- Calma. Nós somos seus amigos e só queremos o seu bem. Eu sou o professor Damien Austen e cuidei de você junto com a Anna Stringer (E eu achando que “Chelsea” era o fundo do poço. Consegui me superar na estranheza) quando você estava inconsciente. Estes são David Fletcher e Gabriel Ainsworth. Pode nos dizer seu nome?
- Chelsea. (Nunca vou me conformar com esse nome. Pior que isso só se fosse Sookie...          OPS!)
- Bem, sente-se. – Pediu Gabriel. Ela atendeu. – Nós a encontramos ferida numa casa, com duas pessoas mortas. Você estava inconsciente e nós a trouxemos para cá.
- Ela deve estar faminta. Um dia inteiro sem comer. – Observou Anna.
- Estou mesmo. - Disse Chelsea, rindo.
- Venha, não servimos o café da manhã ainda. – Chamou Anna.
- Obrigada.
Chelsea começava a confiar naqueles que tanto se importaram com sua vida. Talvez isso fosse necessário para sua sobrevivência. (Legal ela toda desconfiada, mas basta oferecem comida pra virar BFF das pessoa tudo. Não vou zoar, me representa ♥)

***

Depois do café, todos voltaram para a sala, menos Anna e Chelsea, que foram ajudar Rose mãe de David, que cuidava da casa.
- Posso ajudá-las. – Ofereceu-se Chelsea.
- Já que é sua vontade, junte-se a nós (Sdds Vírgula 3 – Reloaded) querida. – Respondeu Rose.
As três juntam-se ao trabalho, e quando tudo está quase concluído, David e Damien entram na cozinha para dar-lhes um aviso.
- Mãe, meninas, nós vamos sair um pouco! Voltaremos para o almoço.
- E não se preocupem com atrasos. – Brincou Damien.
Eles saem. Da janela, Anna pôde ver três vultos sumindo no horizonte. (Fantasmas? Abdução? Fogo fátuo? Ou só uma autora idiota que não sabia o que estava fazendo? Descubra sexta, no Globo Repórter)

***

Pouco antes do almoço (Sdds Vírgula – O Retorno) os três voltam. Gabriel trazia consigo um pequeno baú. (Invadir a casa da mina pra salvá-la, ok. Até vai. Mas roubar a família já é sacanagem, cara. Vacilo!)
- Encontramos isso em sua casa. Esperamos que a faça lembrar de seu passado. – Disse ele, entregando-o para Chelsea, que abriu lentamente.
Sob olhares atentos, ela via papéis, cartas, documentos, e algumas jóias (*joga o acento pela porta dos fundos*). Também encontrou um papel com toda genealogia de sua família desde as primeiras gerações (Dos criadores de “Sdds Vírgula”, vem aí “Sdds Sentido” e a sequência “Sdds Verossimilhança”). No final, seu nome, Chelsea Middlesworth (Foda a gente aqui julgando a coitadinha, mas vamos parar um minuto pra pensar o quanto essa pobre sofreu na escolinha pra aprender a escrever esse sobrenome. Tudo trauma, gente!), e do lado o nome de um garoto, Evan, e de uma menina, Emilie. Em cima, liam-se o nome de seus pais, Veronika e Erick Middlesworth. E assim seguia até um ramo primordial, que datava do ano 1450 aproximadamente. Embaixo uma inscrição dizia: “Aos filhos da luz, coragem, garra e força de vontade. Precisarão disso para vencer o mal que está entre muitos homens.” (*finge que dormiu pra não ter que comentar o quão brega foi essa frase*) Não conseguindo lembrar-se de tudo, seguiu observando. Entre as jóias (*o acento tenta voltar, mas recebe um chute nos fundilhos*), um colar, um brasão, ela começava a lembrar de várias coisas nesse instante, menos a noite do terrível incidente.
- Onde estava tudo isto? – Perguntou, nervosa.
- Dentro de uma cômoda. Escondido num compartimento secreto. – Respondeu David. (Puta grupo mexeriqueiro. Nem as cômodas deixaram em paz)
Achou entre as jóias (Se essa palavra aparecer acentuada de novo, vou pro cantinho chorar) um crucifixo de prata e ouro, entre muitas outras pedras preciosas, esmeraldas, rubis, cristais... (Imaginei ela berrando “SOU RYYYYCA”. Juro que tentei não rir, mas não deu)
- Agora você lembra? – Perguntou Gabriel.
- De algumas coisas sim. A genealogia de minha família mostrou-me todo o meu passado, juntamente com essas jóias (*vai pro cantinho chorar*. De novo, não!). Só não lembro da noite em que mataram minha família.
- Natural. Geralmente vítimas que perdem a consciência de um jeito chocante jamais se lembram dela, exceto, alguns casos. – Concluiu Damien. – Mas afinal como é seu sobrenome?
- Middlesworth.
- Muito bem. Do que mais lembrou? – Continuou Damien.
- Tenho irmãos, minha mãe é russa, meu pai inglês, meus avós eram príncipes ricos e quando pequena morei em Paris até os 11 anos. (Um fato engraçado sobre meus personagens que permanece acontecendo até hoje: as famílias parecem uma reunião da ONU. E os passaportes são mais carimbados que o do papa. Dizem que aquilo que a gente não faz, projeta nos personagens. Tudo faz sentido)
- Perfeito. Se continuar assim, em breve conhecerá até o seu futuro. – Disse Anna, rindo. (Nossa, que grassado, toma aqui um CD da Banda Calypso)
- Só uma coisa que eu não entendi. – Observou Chelsea. – Uma inscrição em um desses documentos, e no meio da descrição da genealogia tem uma mancha que não me deixa terminar de ler um dos nomes.
- Analisaremos isto uma outra hora. – Damien tira o papel das mãos da moça e o devolve ao baú, trancando-o. (Além de fofoqueiro, mal educado. Eu dava na cara) – Por enquanto, quero que entenda que deve tomar muito cuidado. Quando o bandido que tentou exterminar toda sua família se der conta de que você ainda vive, fará o possível para acabar com você também (Mais um mutante: adivinha as intenções dos outros sem nem saber quem são). Não converse com quem você achar estranho, jamais saia sozinha ou abra a porta caso fique sozinha em casa. Aqui você está segura, somos todos de confiança, mas lá fora, não sabemos. (“Eu posso manter as ovelhas em segurança”, disse o lobo HUE)
- Acho que ela deveria ser treinada para defender-se. – Opinou David.
- Parece uma boa idéia... (Nem me recuperei direito ainda do acento em “joia”, me aparece um em "ideia". Chega, não aguento mais) – Concordou Anna.
- Bem, antes de tudo, você vai precisar de roupas, e como as roupas da Anna deram em você, compramos no mesmo número que o dela. – Disse Gabriel, a entregando uma grande caixa, cheia de vestidos, corpetes, couros e tules. Ela estranhou o fato de serem todos, preto, branco, marrom ou cor-de-pele. – Suas roupas a partir de hoje não poderão chamar a atenção de maneira alguma. (Because reasons... A não ser que seja um Esquadrão Homicida da Moda perseguindo a moça, entendi um total de 0 coisas)

***

Dia seguinte logo pela manhã, ela é acordada por Anna.
- Vamos (Sdds Vírgula – A Origem) Chelsea. Daqui a pouco começará seu primeiro dia de treinamentos. - Ela acorda, come no quarto ainda de camisola, e em seguida vai se vestir. Sem saber por onde começar, abre as caixas lentamente. (Entendi altos nada desse diálogo. Nem vou tentar de novo, minha mente já entrou em curto-circuito) – Deixe-me ajudá-la.
Em pouco tempo, estava pronta. Ao olhar-se no espelho, nem parecia mais a mesma garota ingênua e medrosa que chegara naquela casa. Ganhara uma aparência de mulher e uma confiança em si mesma que não tinha há muito tempo (“Renovator de Confiança Tabaraja, você veste e se sente outra pessoa. Peça já o seu!”). Desceu as escadas e foi com Anna até um grande salão. Lá (Sdds Vírgula – A Volta dos que Não Foram) David e Gabriel as esperavam.
- Olhando assim, eu diria que são irmãs. – Brincou Gabriel. (Cuidado. Engraçado assim o Cazalbé te contrata, cara!)
- Vamos parar com brincadeiras e ir logo ao que interessa... – Repreendeu Anna. (“Apply_cold_water_to_the_burned_área_meme.jpg”)
- Começaremos com defesa pessoal. – Falou David.
- Aqui começa seu trabalho... – Disse Gabriel, deixando o salão.
-... E termina o meu. – Disse Anna, também saindo.
- Pelo visto vão começar meus hematomas... – Disse Chelsea. (O Prassódia foi invocado com esse monte de HUE BR junto)
- Vamos começar. Quero que você me bata. (Aqui vai embora a última gota de seriedade da fic)
- Mas assim? Do nada?
- Pense em algo que a deixe com ódio. Concentre-se.
Ela tenta e consegue. Na verdade, ela, com um chute, o arremessa alguns metros adiante (AVOOOOA!), comprovando a afirmação de Damien. “Ela realmente é muito forte”, pensou ele.
- Nossa. Desculpa. Exagerei. (O RLY?)
- Sem problemas. É exatamente assim que você tem que fazer. Mas vamos agora pro próximo passo. - Ele aponta para sacos de areia pendurados num dos cantos (CARALHO, o mano foi arremessado e tá de boas? Como assim você tá andando, seu filho da puta? Será que já achamos nosso Wolverine Wanna-Be?). – É só bater neles com toda sua força.
Ele que mal tirava um deles do lugar, ficou pasmo quando a viu quase arrancá-los do teto. (Só tem X-Men nesse caralho. Desisto)
- Eu nunca imaginei fazer tudo isso! – disse ela, surpresa.
- Jura? Tem certeza que você já não sabe de tudo e quer dar uma de desentendida?
- Claro que tenho certeza! Eu só tenho experiência com armas. E um pouco com espadas.
- Muito bem. – Disse esse a chamando para outra área do salão. Quando chegam, ele coloca uma venda nos olhos dela.
- Para que isso? – Pergunta ela assustada.
- Quero treinar sua concentração, para ser capaz de se defender sem ângulo de visão.
- Ah, entendi.
Ele então joga um saco de areia e ela se livra sem muitas dificuldades.
- Nossa... Você conseguiu.
- Jura?
- Sério! Vamos tentar de novo.
Ele aciona um mecanismo que faz cair, um por um, vários sacos. Ela, dando mortais para trás, consegue livrar-se deles. Quando chega ao final, tira venda.
- Consegui?
- É incrível eu te dizer isso, estou até pasmo, mas você conseguiu. - Ela fica assustada. Ele também. (Imagine a gente, que tá lendo essa merda) – Eu acho melhor encerramos por hoje. Voltaremos à tarde, para o treinamento com armas. – Dito isso ele saiu e foi, imediatamente, contar todo o acontecido a Damien, que estava conversando com Gabriel e Anna na sala. Eles tinham acabado de receber uma carta. Enquanto isso, Chelsea dirige-se a cozinha, pelo corredor pôde ouvir que falavam dela, continuou ouvindo, mas, (A pessoa nunca usa vírgula, aí quando coloca é num lugar que não precisa) sem ser vista.
- É verdade! Se eu não tivesse visto, jamais acreditaria. Ela tem uma força incrível, além de ótimos reflexos e senso de orientação. – Argumentava David.
- Essa menina tem que ser amplamente investigada. – Observou Gabriel. (É agora que aparecem os agentes da CIA? Não? Desculpa, me precipitei)
- Você acha que ela pode ser alguma coisa que não aparenta? – Perguntou Anna. (Aparentemente, a Anna é a única pessoa normal dessa história. Meu medo é a gente descobrir no meio da história que ela é quem tem os tentáculos fúcsia que falei lá no começo)
- Apenas temo pela própria segurança dela. Ela não se lembra de sua vida inteira, apenas de pedaços e já deu mostras de ter alguns “poderes”. É bom tomarmos cuidado com ela. – Advertiu ele.
Com medo, ela dirigiu-se a cozinha. Nem ela sabia direito se sua vida, e agora entendia menos ainda o fato de desconfiarem dela. “O que eles pensam que eu sou? Uma bandida?” (A sequência de “Sdds” está dando frutos. Agora temos o “Sdds Ponto”. Sucesso de bilheteria, não perca) Ela se perguntava por que tinha confiado naqueles estranhos e se culpava por isso. “Enquanto eu não descobrir quem realmente sou eles não me deixarão em paz”. (Relaxa, é só oferecer comida de novo que o amorzinho por eles volta. Até parece que a gente não te conhece, fia)


JÁ ACABOU? SÉRIO? Amém, vou estourar um champanhe em comemoração. Até que não foi tão ruim assim, apesar de tudo. Depois é que piora. Lá pelo quarto ou quinto capítulo a Chelsea faz uma piada com discos voadores.
Em 1886.
Da próxima vez que você achar que escreve mal, só voltar aqui. Garanto que vai mudar de ideia.
Até mais, pessoal. Nos vemos domingo que vem! (Se eu não morrer de vergonha antes, claro!).

5 comentários:

  1. Confesso que estou chorando de tanto rir. Essa ideia de ripar histórias próprias é muito boa! Acho que vou usá-la com as minhas próprias vergonhas kkkk
    Você atualiza toda semana agora!!! Estou ficando mal acostumada ;)

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Já quero ver a piada com os discos voadores huahhuahuahuahua <3
    Adorei o post, só fiquei triste pq lembrei das minhas fics e acredite, você ainda tem desculpa. As minhas mais recentes continuam ruins. =/

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  4. Michele, adorei o post, superengraçado! Ripagem é uma das coisas mais legais que já aprendi no mundo das fictions!
    Aliás, vou fazer isso com minha primeira história tb pra ver se me animo a refazê-la xD

    Bruno Oatsirt

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