Top 5: Dicas para o Desenvolvimento da História

domingo, agosto 21, 2016



Se começar uma história é difícil e terminar é quase um parto, desenvolvê-la então consegue ser ainda mais complicado, dependendo do tipo de enredo e das tramas envolvidas. Não faltam relatos internet a fora de escritores que já começaram as histórias e sabem como querem terminá-las, mas não o que fazer pra chegar até lá.
A boa notícia é que também não faltam dicas, de escritores de verdade e de wannabes meia boca como eu, que podem ajudar você a superar esse problema e fazer não somente um bom começo e um excelente final, como conseguir envolver e prender seu leitor no desenvolvimento da trama.
Abre o Word e vem comigo!


5) Delimite sua ideia
Mesmo que você escreva sem plot, é bom ter, nem que seja bem delimitado em sua mente, alguns parágrafos com a ideia geral de sua história. Principalmente, do lugar de onde ela veio, pra onde ela vai e por onde sua história vai passar.
Pense nos altos e nos baixos, nos conflitos dos personagens e em como e quando irá resolvê-los. Também é bom pensar em como seus personagens vão se desenvolver ao longo da história. O que eles vão aprender, o que vão se tornar, como essa mudança vai acontecer e porque.
Delimite direitinho tudo isso, nem que seja só na sua cabeça, e mãos à obra. Não só fica mais fácil de desenvolver a trama como ainda dá menos chance de um bloqueio criativo te pegar no meio do caminho.

4) Preste atenção a seu conflito
Já falamos várias vezes sobre o conflito, o problema que tem que ter em uma história, mas ainda pretendo fazer um post especial sobre isso. Enquanto esse dia não chega, vamos a mais uma sessão de possíveis diquinhas repetidas.
É simples, quatro palavrinhas. Delimite seu conflito principal. E agora mais algumas: delimite e descubra como entrelaçar as subtramas entre si e com a trama principal.
O segredo de um bom enredo é, basicamente, saber tecer teias fortes o bastante para se sustentarem e interessarem o seu leitor. Pense em todos os grandes livros que já leu e tente entrelaçar os múltiplos problemas dos enredos deles. Tente refazer em sua mente os passos que o autor ou autora formulou para desenvolver e solucionar esses problemas.
Então já podemos ir adiante. Já aviso que nada na escrita tem receita, então não posso prometer uma fórmula simples pra fazer e solucionar bons conflitos. O que posso recomendar é: registre esses conflitos e tente descobrir os melhores momentos para ligá-los entre si, para fazer reviravoltas, para lançar pistas falsas (se for o caso), para distrair seu leitor, para mantê-lo preso à história, e por aí vai.
Leia bastante e treine muito. Se achar que ainda não está bom, refaça. Contar com um amigo palpiteiro ou um betamigo também são dicas de ouro. Aproveite!

3) Mantenha o ritmo
Eu sou aquele tipo de autora que mesmo quando tenta manter o foco, do nada, se vê em meio a mil plots diferentes. É longfic, artigo pra blog, oneshot, plot que eu nem lembrava mais que tinha feito, e por aí vai. Consequentemente, acabo escrevendo dezenas de histórias em paralelo e não terminando nenhuma.
O principal efeito colateral disso é que escrevo hoje a história de fic X, no dia seguinte vou pra M, depois pra fic Z, e assim sucessivamente, até só voltar pra fic X uma semana depois, ou mais. Ou, pior, ficar muito tempo longe da escrita em geral.
Isso prejudica o ritmo de escrita de qualquer um. A gente esquece o que já tinha feito, pra onde o plot estava indo, o que queria fazer que poderia ainda não estar no plot... Até nome de personagem eu já esqueci nessa conversa. É como se a gente enferrujasse e precisasse de um tempão pra recuperar o ritmo que vinha tendo.
A principal dica (e que eu preciso seguir urgentemente, também) é manter o foco em poucas histórias (se não for possível escrever apenas uma, por qualquer motivo), de preferência com temas semelhantes de alguma forma, e tentar escrever o máximo de dias possível.
Nem sempre dá pra escrever todos os dias, mas tente ficar sempre em contato com o que escreveu, nem que seja dando uma relida nas últimas cenas que fez. Isso vai ajudar a manter as ideias sempre frescas e até já é uma forma de refletir sobre o plot sob novas perspectivas e corrigi-lo, ajustá-lo, acrescentar ou retirar coisas, etc.
O que nos leva à dica a seguir...

2) Escreva com frequência
Como já disse, sei (e por experiência própria) que nem sempre dá pra escrever todos os dias (a não sei que você seja do tipo que resolve se desafiar). Mas o principal aqui é tentar escrever o máximo de dias possível.
Escrever 10 minutos por dia já pode ser o suficiente para que você mantenha a empolgação e o feeling de escrever, além de fazer sua história andar mais rápido. Se não for possível naquele dia de jeito nenhum, tente fazer no dia seguinte sem falta.
Escrever, mesmo que amadoramente, é um tipo de trabalho, é tem coisas que só com esforço a gente começa, ou continua. No começo, pode parecer algo mecânico e até ruim, algo que você precisará editar bastante, mas não custa tentar. Com o tempo, essa impressão passa e fica mais fácil. Experiência própria falando de novo.

E por último, mas não menos importante:
1)  Releia e Revise
Eu pensei em colocar “Planeje” aqui de novo, mas tudo tem limite. Em todo post sobre escrita falo disso, vocês já devem estar carecas de saber (e de saco cheio de eu falar tanto da mesma coisa o tempo todo, mesmo quando reconhecem que é algo importante).
Pois bem, hoje vou fugir do meu próprio clichê. Falemos da importância da releitura e da revisão.
Fazer releituras constantes de seu texto não só vai te ajudar a fazer uma revisão mais precisa do que foi escrito até o momento, como ainda vai te manter a par de tudo o que você já escreveu, possibilitando rever certas partes, acrescentar ou remover coisas, desenvolver melhor certos trechos, e por aí vai.
A revisão também é uma parte fundamental de seu trabalho como escritor. Mesmo havendo outras pessoas que podem fazer isso, como os leitores beta, leitores críticos, revisores profissionais etc., revisar sua própria história fará com que você perceba coisas que ninguém mais pode notar, afinal os outros só podem saber o que você escreveu e suas intenções explícitas, não seus planos, suas ideias sobre aquele texto.
Revisar tudo sozinho pode fazer com que erros permaneçam, porque é muito complicado se afastar tanto da própria história para revisá-la cem por centro bem; mas deixar todo o trabalho na mão de terceiros pode deixar buracos na sua história por eles não serem capazes de ler sua mente.
Ou seja, antes de mandar pro beta, revise seu texto. Não só você pode verificar se o texto precisa de melhorias como facilita a vida do beta, fazendo com que ele não perca tempo corrigindo erros bobos de digitação, por exemplo, e possa se ater só ao que interessa: seu português, seu enredo e seus personagens.
Por fim, não revise logo após terminar de escrever. Você ainda estará muito ligado ao texto para ser capaz de perceber erros e buracos. Até é legal fazer isso, para perceber erros gritantes, para ver se há erros tolos a serem corrigidos logo de cara ou se tem algo que você quer retirar, mudar ou acrescentar. Mas deixe para fazer essa revisão principal alguns dias depois, pelo menos uma semana (ou quinze dias, se for um texto maior). Com a mente fresca, você terá uma nova visão e será capaz de captar mais coisas que deixou passar em branco na primeira releitura.
Então, vá com calma. Leve seu próprio tempo. Sabe o ditado “a pressa é inimiga da perfeição”? Por mais que nós nunca sejamos perfeitos, quem quer que tenha dito essa frase pela primeira vez jamais vai passar frio, pois ainda hoje permanece coberto de razão.


Curtiram? Seguem outras estratégias? Dicas, elogios, sugestões e críticas, só deixar nos comentários. Nos vemos na próxima semana.
Agora desconecte essa internet, abra o Word e escreva! ;D

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