Guia Prático de Como Fazer uma Boa Fanfiction: Personagens - Parte 1



O personagem é o ponto principal da história. É com quem as coisas acontecem, é quem coloca a história para andar de acordo com suas ações e escolhas. Independentemente de ser protagonista, secundário ou acessório, sem essa figura seria impossível contar o que quer que seja.
No post de hoje, teremos algumas dicas para criar um personagem interessante seja ele o principal ou não.
A primeira coisa a ter em mente é quem é esse personagem. Como é sua personalidade? Seu comportamento? Sua postura? Como ele fala, anda, senta, dirige-se aos outros? Como lida com as pessoas que gosta? E as que não gosta? Como manifesta sentimentos? Qual seu passado? De onde ele veio? Quem é sua família? Quais seus sonhos, medos, esperanças, forças e fraquezas?
Poderíamos ficar aqui eternamente.
Com o interior pronto, podemos passar para seu exterior. Qual a cor de seu cabelo? Dos olhos? Da pele? Sua altura? Peso? Alguma característica marcante, como cicatrizes, tatuagens, etc.? Como ele se veste? O que calça? Usa maquiagem? Usa acessórios; se sim, quais? E por aí vai.
O importante na hora de criar um personagem é pensá-lo em três dimensões: física, psicológica e social; e, principalmente, como essas três áreas se conectam.
Saber como ele é por fora, por dentro e como se relaciona com outros personagens é o que deve nortear seu trabalho. E as zonas de interligação entre essas dimensões são, por exemplo, como sua aparência interfere em sua relação consigo e com os outros, ou como seu interior ajuda ou atrapalha sua percepção de si e do mundo ao seu redor.
Lembre-se de que tudo vai interferir nessa construção do “eu” do seu personagem, até características que a gente costuma nem pensar na hora de criá-lo. Idade, local onde nasceu, influências recebidas ao longo da vida, nível educacional... Tudo isso vai influenciar positiva ou negativamente a vida dele.
Também é bom mostrar um personagem que surpreenda o leitor em certas situações, faça algo que os leitores não esperam. Claro que com moderação. Nada de, por exemplo, um cara tímido chegar do nada e se declarar para e mulher que gosta, ou de uma menina mais recatada virar "a pegadora" do dia para a noite. É legal dar outro rumo para a história alterando o personagem? É, mas não faça mudanças bruscas. Respeite a passagem de tempo e a personalidade do personagem em questão, não force.
Por último, é fundamental falarmos do nome. Há quem se guie pelo significado para isso, mas não é algo necessário. Assim como nossos pais não fazem ideia de qual será nossa personalidade antes de escolher como vão nos chamar, podemos ignorar isso ou até ir pelo lado irônico da coisa: colocar um personagem cujo nome significa algo bom, angelical e positivo para ser o vilão da trama, por exemplo. Ou o contrário.
O que é realmente necessário observar é o tempo e o lugar onde a história se passa. Em alguns locais, apenas nomes de determinada língua são permitidos; em outros (como aqui no Brasil), os pais escolhem nomes pelo gosto, pouco importando a origem. Em determinadas épocas, certos nomes não existiam, também, e é importante atentar para isso. Pesquise sempre. Existem inúmeros sites, como o Behind The Name e o Babynology para ajudar.
Quando falamos de sobrenome, ainda temos outro fator: descendência. Se seu personagem tem pais, avós, etc. japoneses, por exemplo, é natural que ele tenha um sobrenome japonês. Porém colocar um personagem brasileiro com um sobrenome italiano, por exemplo, sem que ele tenha nenhum parente dessa nacionalidade ou que não seja pseudônimo é um tiro no pé. Além disso, alguns países (como Rússia, Polônia, etc.) possuem algumas regras na hora da criação de sobrenomes bem diferentes das nossas. Pesquise sempre. Google é seu pastor e informação não te faltará.
Mais um ponto a considerar é a individualidade do seu personagem. Não tem coisa mais desinteressante do que começarmos a ler uma história e todo mundo ser igual. Os mesmos gostos, as mesmas opiniões, a fala de um pode ser colocada na boca de outro e não faz a mínima diferença, etc...
Muito se fala da importância da diversidade física na história (inclusão de personagens negros, gordos, etc.), mas pouco se menciona a importância da pluralidade interior. Crie personagens que não só tenham gostos e interesses diferentes, mas também opiniões e visões de mundo plurais e conflitantes. Mesmo que sejam visões conflitantes com as suas: saia da sua zona de conforto. Será um ótimo momento para evoluir como escritor e como pessoa.
E, por último, também é bom pensar em como vamos mostrar esse personagem para nossos leitores, e tudo passa pela escolha do narrador. Uma história escrita em primeira pessoa coloca em evidência os pensamentos desse personagem e é uma ótima oportunidade para mostrar o interior dele, suas opiniões sobre si mesmo, o mundo e outros personagens.
No caso da terceira pessoa, temos mais honestidade e podemos transitar até pelos outros personagens (no caso de histórias escritas sob mais de um ponto de vista), porém essa identificação quase que imediata com o leitor demora mais para acontecer ou é feita com menos profundidade do que na primeira.
Bem... Cada escolha, uma renúncia.
Uma última dica antes do fim é organizar fichas para seus personagens com informações sobre os pontos que discutimos aqui, assim você não se perde nem esquece nada.
Até domingo :*

2 comentários:

  1. Olá, Como vai? Sempre gostei de colocar um monte de coisa nas fichas dos personagens o triste é completá-las certinhos quando se tem mais de quatro personagens principais kk. E realmente quando os personagens tem ideia de vida muito diferente um do outro sempre causa aquela emoção, realmente gosto disso, vou me atentar mais nesse aspecto.

    Até Domingo XD

    https://www.newsfallenbooks.com/

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    Respostas
    1. Fazer fichas são bem divertidas, mas o nível de diversão cai conforme o número de personagens pra fazer aumenta HAHAHA #preguiça'

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