Guia Prático de Como Fazer uma Boa Fanfiction: Personagens - Parte 4


Eu sei. Eu sei que tenho sido bem negligente com as postagens aqui do blog e furei uns três domingos, mas, assim como um cônjuge pego no flagra, posso explicar tudo.
Como vocês já sabem de posts anteriores e não faço questão de esconder porque é algo importante, as postagens sempre ficam prontas mesmo nos sábados e as últimas semanas foram bem cheias, inclusive tive aulas dois sábados seguidos o dia inteiro.
Peço desculpas e vou tentar não repetir isso.
Agora vamos ao post de hoje, que sei que vocês estão com saudades, em que vamos falar sobre personagens secundários e acessórios.
Vemk
Os personagens secundários podem ter pouca ou muita importância na trama, depende do que eles fazem, de “que lado estão”, de onde vieram, quais são seus anseios, seus medos, etc...
Teoricamente existem dois tipos de secundários: os “protagonistas/antagonistas secundários”, que são os secundários de maior importância e podem estar alinhados a um lado ou outro de sua trama, e os somente secundários são os de importância razoável. Não aparecem tanto, mas sem eles algumas partes da história simplesmente seriam impossíveis de acontecer.
Já aprendemos que toda história precisa ter um ponto principal, de onde partem as outras tramas. Esse “ponto principal” é nosso protagonista e sua história pregressa. E a ele, ou a eles, estão ligados os protagonistas secundários, que têm um peso maior que o resto dos secundários e estão, geralmente, mais próximos do(s) protagonista(s).
Os secundários podem aparecem ou não logo no início da trama e, apesar de não estarem ali o tempo todo, são responsáveis por ajudar os protagonistas, fazendo os leitores rirem, chorarem ou terem ódio de acordo com o papel que desempenham e a qual “núcleo” estão ligados - de comédia, de drama, de terror...
Os que estão lá para ajudar o antagonista e também possuem certa importância na fic são chamados de “antagonistas secundários”.
Uma forma genial de se usar secundários é, como já sabemos, fazê-los trabalhar em conjunto com o principal ou os principais. Eles podem dar dicas para os protagonistas/antagonistas, ajudá-los em uma situação de perigo (ou mesmo a sacanear alguém). Também podem criar um escape (cenas que alguns autores usam para quebrar o ritmo de uma história, desviar a atenção do leitor com o intuito de fazer rir, chorar, gritar, criar um suspense a mais, querer matar o protagonista, o secundário, o antagonista, ou até mesmo o próprio autor se não for bem feito).
Com o passar do tempo, pode-se transformá-los em antagonistas ou até principais secundários, tudo vai depender do enredo de sua história. O secundário pode ainda trazer um segredo sobre o protagonista, ajudá-lo a solucionar um mistério, criar um mistério ou ainda ser o próprio mistério.
Por fim, duas dicas sobre secundários: a primeira delas é, apesar de tudo, não fazê-los protagonistacêntricos. Ou seja, dê uma vida a seus secundários. Dê a eles sonhos, medos, raivas, alegrias, etc. sem passar apenas pela trama ligada ao protagonista (ou antagonista, whatever rs). Faça o leitor sentir que, assim como o principal ou o antagonista, eles também poderiam existir e ter uma história independente.
E a segunda, nunca (eu disse “nunca”) dê mais destaque ao secundário que ao protagonista, mesmo que você queira desviar por algum tempinho a atenção para determinado secundário para encobrir alguma atitude ou mistério sobre o principal, jamais deixe o seu secundário ter mais destaque que o seu protagonista.
Se algum personagem secundário tem mais carisma e apelo que o protagonista, bem... temos um problema grave que precisa ser consertado urgente pelo bem de sua história. Ou damos a esse personagem o protagonismo logo de uma vez, alterando a trama desde seu início, ou voltamos ao começo e reestruturamos esse protagonista de forma que ele tenha mais destaque e espaço no coração dos leitores.


Já os personagens acessórios são um tipo de secundário que aparecem bem pouco, geralmente com pouca ou nenhuma fala e cumpre apenas uma função muito pontual na trama.
Apesar de ser bem pouco mencionado, em alguns casos nem nome tem, o personagem acessório é necessário para que certas cenas tenham sentido completo, por isso também é importante pensar neles com carinho para que o leitor não tenha a impressão de que ele não caiu ali de paraquedas.
Tente imaginar uma fic num consultório médico, por exemplo, que não tem recepcionista/secretária. Seria bastante complicado, cotidianamente falando, se ela não estivesse lá.
Como agendar as consultas? Como manter a ordem na sala de espera ou dar determinados avisos ao médico ou aos pacientes? Por mais que essa personagem não tenha um nome, ou sequer uma fala, é preciso que esteja lá apenas para completar o que chamamos de verossimilhança.
Ou seja, os leitores precisam perceber que aquela história poderia ser real, embora não seja, e para isso precisam estar cercados de elementos que lembrem a realidade.


Curtiram? Já tinham ouvido falar ou mesmo estudado esses tipos de personagem também (o acessório, principalmente)? Nos vemos no próximo domingo

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